Alergias respiratórias
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Existem outros métodos de administração que visam atingir a dose de manutenção mais rapidamente, rush e cluster, e que por este motivo necessitam maiores cuidados. No método rush, o paciente recebe 2 ou 3 injeções por semana. No método cluster, as aplicações são semanais, porém são realizadas várias injeções por dia, com intervalo de 30 minutos a 2 horas.
Causas de Insucesso na Imunoterapia16
As principais causas de insucesso da imunoterapia são:
diagnóstico etiológico incorreto;
tratamento por período curto;
extratos não-padronizados;
técnica incorreta de aplicação;
exposição excessiva aos alérgenos;
presença de fatores irritantes inespecíficos;
concomitância de outros processos clínicos e
intercorrência de fatores emocionais acentuados.
Diagnóstico etiológico incorreto
Antes de iniciar a imunoterapia é essencial avaliar-se o valor relativo do afastamento do alérgeno, da farmacoterapia e da imunoterapia. Os testes in vivo ou in vitro positivos isoladamente, sem história clínica e exame físico adequados, podem induzir a tratamentos inadequados ou sub-ótimos.
Algumas vezes, pacientes que procuram médicos especialistas já iniciaram a imunoterapia, sem um diagnóstico preciso do agente etiológico. É comum a utilização de extratos de ácaros aos quais o paciente não é sensível. Freqüentemente indivíduos portadores de rinite e asma brônquica não-alérgicas são submetidos à imunoterapia. Pacientes com intolerância à aspirina ou desencadeantes inespecíficos não devem ser submetidos à imunoterapia.
Tratamento por período curto
Mesmo que o paciente obtenha a melhora clínica nos primeiros 3 a 6 meses de tratamento, a imunoterapia não deve ser suspensa, pois as crises podem retornar rapidamente. Os pacientes ou seus familiares, no caso de crianças, devem ser informados de que o tratamento é longo, podendo ter duração de 3 a 5 anos.
Extratos não-padronizados
0 sucesso da imunoterapia depende do uso de vacinas de alérgenos de alta qualidade, adequadamente padronizadas e fabricadas de forma consistente. A atual recomendação da OMS para padronização de alérgenos foi amplamente adaptada a partir das posições aprovadas pelas sociedades americanas e européias. Os informes europeus e americanos recomendam que todas as vacinas alergênicas sejam padronizadas quanto à potência alergênica total, atividade biológica e concentração do alérgeno principal em unidades de massa15.
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Alergias respiratórias
Técnica incorreta de aplicação
Rotineiramente, a via de escolha é a subcutânea. A forma rush (rápida ou aguda) de aplicação, na qual se atinge a dose desejável em poucos meses, é menos utilizada, pois as reações adversas são mais freqüentes e os riscos, relativamente comuns.
As aplicações intradérmica, intramuscular ou endovenosa não são corretas. As vias oral, sublingual e intranasal, têm sido usadas especialmente na Europa; apesar de varias publicações com resultados favoráveis, não dispõem até o momento do suporte científico necessário para justificar seu uso.
Exposição excessiva aos alérgenos
Além da observação rigorosa da concentração antigênica a ser aplicada, devemos considerar também o meio ambiente em que vive o paciente. É comum ocorrerem reações adversas graves quando a concentração de antígeno prescrita pelo médico é muito alta em relação àquela que deveria ser aplicada no caso. Com relação ao meio ambiente, é importante ressaltar que pessoas que vivem ou trabalham em local muito poluído, podem ter piora do quadro clínico com o tratamento, pois , além de o antígeno estar presente em grande quantidade nesse ambiente, ele também está sendo injetado semanalmente.
Presença de fatores irritantes inespeclficos
Além dos antígenos presentes no meio ambiente, também é relevante a atuação de irritantes inespecíficos como poluentes aéreos, alterações climáticas, aerossóis, etc. Sem dúvida alguma, a fumaça, principalmente de cigarro, é o irritante das vias aéreas, de maior importância como agravante de uma crise de asma.
Os especialistas observam um número cada vez maior de pacientes, crianças principalmente, que podem entrar em crise, ou mesmo piorar da crise, porque pessoas, com as quais convivem, fumam freqüentemente. Muitas vezes, mesmo que os pais evitem fumar em casa, o cheiro da fumaça fica impregnado em suas roupas, e ao terem contato com a criança sensível, esta pode piorar.
Concomitância de outros processos clínicos
A imunoterapia deve ser suspensa na ocorrência de qualquer doença, ou mesmo febre, sem patologia esclarecida. A presença de processos infecciosos, bacterianos ou virais, é razão suficiente para a interrupção das aplicações de antígeno. A reintrodução do tratamento deve ser cuidadosa, calculando-se com bastante critério a dose a ser aplicada e levando-se em conta o tempo em que a imunoterapia ficou suspensa.
Intercorrência de fatores emocionais acentuados
Além de problemas emocionais significativos, devemos considerar também a ausência prolongada do paciente no contato com seu médico. Em casos de viagens longas, nas quais o paciente não terá possibilidade de se comunicar com seu especialista, a vacinação também deverá ser suspensa. Qualquer situação que impeça o paciente de entrar em contato rápido com seu médico ou serviço médico que o oriente, é razão suficiente para a interrupção do tratamento.
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