Alergias respiratórias
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Em 1998, Mailing publicou as principais razões pelas quais se deve optar pela imunoterapia alérgeno-específica (Tabela 2):
Tabela 2 - Argumentos a favor da imunoterapia20
Alergia a inalantes
Tratamento único para sintomas alérgicos de diferentes órgãos
Capacidade anti-inflamatória das membranas mucosas com inflamação persistente mínima em pacientes assintomáticos
Tratamento anti -inflamatório não-esteróide
Redução da gravidade da doença e da necessidade de medicação
Melhora da qualidade de vida do paciente
Capacidade preventiva (redução do risco de novas sensibilizações a alérgenos e da progressão da doença)
Intervenção no mecanismo fisiopatológico da doença
Eficácia por longo tempo após o término das aplicações
Na rinoconjuntivite alérgica, a imunoterapia é indicada para pacientes que:
tenham sintomas mal controlados por anti-histamínicos e medicamentos tópicos;
não querem se manter em tratamento farmacológico;
têm efeitos indesejáveis com o tratamento farmacológico e
não desejam tratamento farmacoterápico de longa duração.
A imunoterapia é indicada para pacientes com asma alérgica que:
não apresentem forma grave da doença. Os valores de VEF1 devem estar acima de 70% dos valores previstos após tratamento farmacológico adequado;
não tenham os sintomas bem controlados com o tratamento farmacológico e o afastamento do alérgeno; apresentem sintomas nasais e brônquicos;
não desejem tratamento farmacológico de longa duração e
tenham efeitos colaterais indesejáveis com o tratamento farmacológico.
Esquema de Administração
Os esquemas de administração de imunoterapia são constituídos de 2 fases: indução e manutenção. Na fase de indução, o paciente é submetido a aplicações semanais, com doses crescentes, até ser atingida uma concentração ótima. Em casos mais graves, a dose de início deve ser mais diluída.
A fase de manutenção tem início ao se atingir a concentração máxima da fase de indução. A partir de então, repetem-se algumas aplicações semanais, posteriormente a cada 2 semanas, depois a cada 3 semanas e por fim a cada 4 semanas. Alguns pacientes não conseguem atingir a dose máxima por desenvolverem reações sistêmicas indesejáveis. Nesses casos, a dose de manutenção será a dose mais concentrada tolerada pelo paciente.
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